AFESP 15 de Dezembro de 2017 DGERT - Entidade Formadora Certificada  
Mapa do Site · Contactos · Fórum
 
   
 
     
 
     
 

18-06-09

 
 

ESTUDO DA ASSOCIAO PORTUGUESA DE FABRICANTES E EMPREITEIROS DE SINALIZAO

 
 

Mais de metade das estradas portuguesas no esto bem sinalizadas.

Linhas tortas, apagadas, invisveis ou pouco claras de noite. Marcas que apontam para zonas erradas ou que contrariam os sinais verticais de trnsito.

Estes so alguns dos problemas com que condutores e pees convivem no dia-a-dia nas estradas portuguesas e que foram pela primeira vez sistematizados num estudo hoje apresentado pela Associao Portuguesa de Fabricantes e Empreiteiros de Sinalizao (AFESP) e que estima que, em mdia, mais de metade das vias no cumpram os valores mnimos de retro-reflexo durante a noite.

Este nmero pode ser ainda mais negro se for tido em conta o valor caracterstico, isto , a mdia menos o desvio padro. Neste caso atinge-se 75 por cento de incumprimento um valor que se baseia nos critrios de exigncia em Portugal, porque se olharmos para os nveis europeus o nmero atinge os 87 por cento.

Apesar de o estudo se ter baseado em 59 troos de estradas dos 18 distritos do pas, num total de 2400 quilmetros, os autores acreditam que os nmeros possam ser bem piores j que excluram, partida, as estradas que nem sequer tinham marcaes.
Quanto ao critrio de escolha houve dois: relevncia na zona onde as vias se inserem e volume de trfego. E alguns dos piores alunos foram a Segunda Circular, em Lisboa, e a Estrada Nacional (EN) 8 que liga Lisboa a Torres Vedras. Do lado dos bons exemplos destaca-se a EN4, em vora.

O coordenador do relatrio, o engenheiro Joo Almeida, explicou ao PBLICO que o principal problema de noite, por as marcas serem pintadas com poucas esferas de vidro, o material responsvel por reflectir a luz que nele incide e que garante ser barato: pintar um quilmetro de uma Estrada Nacional custa cerca de 1200 euros e no o vidro que poder mudar o preo. Joo Almeida mostrou-se especialmente preocupado com a situao numa altura em que a populao est a envelhecer e conduz cada vez at mais tarde, pelo que sublinha ser necessrio garantir que existam condies de segurana para que tal acontea.

O segredo das esferas de vidro

A sinalizao vertical e horizontal funciona como um interface entre o condutor e o ambiente rodovirio, sendo que estas marcas so especialmente importantes noite. O trabalho, que decorreu entre Janeiro e Maio, foi realizado atravs da medio dinmica da visibilidade nocturna das marcas recorrendo a um equipamento que simula o que observado pelo condutor quando circula com as luzes na posio de mdios.

Quanto maior o nmero de esferas de vidro que so medidas numa unidade que se denomina milicandelas maior a reflexo proporcionada pelo trao, que funciona como uma lente.

Contudo, h diferentes entendimentos sobre as milicandelas mnimas para uma determinada estrada ser considerada bem marcada. A escala tem cinco nveis que vo desde as zero milicandelas s mais de 300. Este ltimo valor o escolhido por Espanha, mas Portugal opta apenas pelo segundo nvel, que corresponde a 100, e que o mnimo exigido ao nvel da Unio Europeia.

Convm, no entanto, dizer que o tempo de vida das esferas de vidro relativamente curto (cerca de dois anos), perdendo as suas potencialidades ao longo do tempo, pelo que se uma estrada foi pintada com 100 ao fim de apenas seis meses j estar abaixo dos mnimos exigidos. Por outro lado, a reflexo considerada ainda mais necessria nas auto-estradas, vias rpidas e estradas com volume de trfego igual ou superior a 5000 veculos por dia, quando se considera ser necessrio pintar de novo a via sempre que esta esteja abaixo das 150 milicandelas.

A AFESP recomenda, por isso, que o valor seja de 300 ao fim de 15 dias, de 200 ao fim de seis meses e de 150 ao fim de dois anos.

Para o presidente da AFESP, Joo Neto, a soluo est em definir de forma clara critrios mnimos e apostar numa posterior fiscalizao como acontece em Espanha. Alm disso, gostaria que existisse um sistema de qualificao para os aplicadores de sinalizao horizontal pois acredita que sem boas marcas ser impossvel reduzir a sinistralidade para os nmeros definidos na nova Estratgia Nacional de Segurana Rodoviria 2008-2015.

Uma opinio partilhada pelo presidente da Autoridade Nacional de Segurana Rodoviria, Paulo Marques, que assumiu ao PBLICO que at agora se apostou na quantidade e que agora Portugal comea a olhar para os pormenores e para a qualidade. Porm, mostrou-se optimista e convicto que se conseguir reduzir o nmero de mortos nas estradas de 850 para 579.

PRMIO

Para promover o cumprimento dos objectivos de sinalizao a AFESP criou ainda o prmio "Boas Prticas em Sinalizao e Segurana Rodoviria".

Com a designao "Sinais Vitais", a iniciativa tem como objectivo seleccionar e premiar o melhor municpio, bem como o melhor projecto, no que diz respeito ao contributo das autarquias para a melhoria das redes rodovirias.

O Melhor Municpio destina-se a distinguir a autarquia que em 2009 demonstrar manter os melhores nveis de sinalizao e segurana rodovirias, cumprindo as normas, especificaes tcnicas e boas prticas aplicveis, com principal enfoque no investimento nas infra-estruturas e no envolvimento do municpio em processos de mudana que melhorem a acessibilidade dos cidados. J o Melhor Projecto destina-se a premiar o organismo do poder local que apresentar um projecto na rea de sinalizao e segurana rodovirias e que se distinga pela dimenso, impacto ou aspectos inovadores.

 
     
 

Jornal Pblico

 
     
  << VOLTAR  
     
     
  Agenda  
   
  05-09-17  
  AFESP obtem certificação da DGERT como Entidade Formadora  
  Por Despacho da Direção-Geral d... (+info)  
   
  13-07-17  
  Autarca reconhece que a falta de manutenção da estrada é factor de sinistralidade  
  (+info)  
 
   
     
     
 
Subscrever Newsletter
 
 
  subscrever
 
     
     
     
© 2002-2017 AFESP - Todos os direitos reservados Siga-nos: