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18-04-09

 
 

Sinais de trnsito: "Anarquia" que reina em Portugal causa muitas mortes na estrada

 
 

Os sinais de trnsito so fabricados e colocados anarquicamente em Portugal. A acusao de quem os constri, que atribui falta de legislao muitas das mortes nas estradas.
Quem faz e sabe como deve ser feita a sinalizao reconhece que muitos dos sinais que existem nas estradas, vias e outros acessos esto colocados de uma forma anrquica.
A culpa, disse Lusa a secretria-geral da Associao Portuguesa de Fabricantes e Empreiteiros de Sinalizao (AFESP), Ana Raposo, da falta de lei que leva a que muitos dos sinais existam sem que cumpram as especificidades tcnicas adequadas.
A m qualidade dos sinais faz com que estes no cumpram os seus objectivos, nomeadamente avisar devidamente o condutor dos obstculos que o aguardam.
No caso dos sinais verticais, a falta de qualidade mais flagrante noite, quando os perigos so maiores para quem conduz nas estradas portuguesas.
Isto porque, conforme explicou Ana Raposo, os sinais so feitos sem material para uma retro reflexo, tornando-se por isso quase invisveis.
Pelo contrrio, quando os sinais tm esta caracterstica - de um material muito mais caro - devolvem uma luz quase igual diurna quando contactados pela luz dos faris dos carros.
Se durante o dia j mau, noite torna-se o caos, disse Ana Raposo, dirigente de uma associao que conta com dez associados, responsveis pela maior parte dos sinais que so produzidos em Portugal.
O problema dos sinais verticais prolonga-se durante toda a sua existncia. A falta de manuteno condena-os a existirem tortos, sujos e, logo, sem sentido, ou orientando de uma forma errada o condutor.
Se o panorama mau para a sinalizao vertical, a horizontal tambm no famosa. Marcas provisrias que se misturam com as definitivas, passadeiras quase invisveis, sujidade que se sobrepe ao traado e at deficientes indicaes, de tudo se encontra nas estradas portuguesas.
Neste caso, avana Ana Raposo, no ser o custo a ter culpas, j que a manuteno do traado relativamente barata.
Sobre valores, a presidente da AFESP no tem dvidas: Sai muito mais caro manter sinais nestas condies, principalmente se nos lembrarmos que conduz certamente a muitos acidentes, com perdas materiais e humanas significativas.
Quem sofre com isto somos todos ns, disse, lembrando os nmeros da sinistralidade rodoviria em Portugal que, no ano passado, custou a vida a 776 pessoas e fez 2.606 feridos graves e 41.327 feridos ligeiros.
Para Ana Raposo, a culpa da falta da lei, que permite que quem encomenda uma obra para a qual necessria sinalizao no seja obrigado a exigir aos fabricantes que respeitem as especificidades tcnicas adequadas.
Mas o grade trunfo e pelo qual a associao se bate a fiscalizao. Temos muitos sinais e muitos muito maus, mesmo no existindo uma lei que permita dizer porque esto mal feitos. Mas uma boa lei de nada servir sem uma fiscalizao eficaz, adiantou, concluindo: Sem uma fiscalizao continuar a reinar a anarquia.
Ana Raposo no tem dvidas que, se o panorama no se alterar nesta rea, a meta da Estratgia Nacional de Segurana Rodoviria 2008-2015 de diminuir o nmero de mortos nas estradas portuguesas (de 850 para 579) e de colocar Portugal nos dez primeiros pases da Unio Europeia com menor taxa de sinistralidade rodoviria dificilmente ser alcanada.

 
     
 

Lisboa, Portugal 18/04/2009 09:40 (LUSA)

 
     
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