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26-04-12

 
 

Segurança rodoviária: É "urgente" investir na sinalização das estradas nacionais

 
 

A Associação Portuguesa de Sinalização e Segurança Rodoviária (AFESP) defendeu hoje um “urgente” investimento em sinalização nas estradas nacionais, numa altura em que os condutores estão a “fugir” às portagens das autoestradas.

Na véspera do dia europeu de segurança rodoviária, que se assinala na sexta-feira, a secretária-geral da AFESP, Ana Raposo, alerta para “o urgente investimento em sinalização nas estradas nacionais”, tendo em conta que estas vias são as que estão em pior estado de conservação e se antevê um aumento da sinistralidade com a transferência de circulação automóvel das autoestradas e antigas SCUT.

Um estudo recente da AFESP concluiu que um em cada cinco acidentes se deve à má sinalização, ou seja, cerca de 20 a 30 por cento da sinistralidade rodoviária ocorre por via da má ou ausência de sinalização.

Segundo a secretária-geral da AFESP, não existe qualquer investimento na sinalização, designadamente no que diz respeito às estradas nacionais que neste momento estão “a filtrar uma elevada percentagem de circulação, tendo em conta que as pessoas estão a fugir às autoestradas e às SCUT por causa das portagens”.

Ana Raposo considerou que “os decisores públicos nunca tiveram a sensibilidade necessária para perceber que a sinalização é essencial para a segurança rodoviária”, destacando que é “uma medida de baixo custo e de fácil implementação e com um retorno imediato para o Estado”.

“Em momento de crise, em que é absolutamente necessário ponderar a relação de custo/benefício, deve-se adotar medidas no que diz respeito à colocação de marcação rodoviária e substituição da sinalização”, disse, explicando que encargos diminutos podem originar “fortes vantagens para a diminuição da sinistralidade”.

O estudo "o custo económico e social dos acidentes de viação em Portugal", da autoria dos investigadores da Universidade Autónoma de Lisboa Arlindo Donário e Ricardo Santos, concluiu que os desastres rodoviários custaram, em média, entre 1996 e 2010, cerca de 2.500 milhões de euros por ano, o que significa cerca de 1,54 por cento, em média, do Produto Interno Bruto (PIB) português de 2010.

Encomendado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o estudo, divulgado na semana passada, indica também que o custo económico e social anual médio por acidente com vítimas, entre mortos e feridos, ronda os 60 mil euros.

Segundo a ANSR, desde o início do ano morreram nas estradas portuguesas 157 pessoas, 561 ficaram gravemente feridas e 9.907 sofreram ferimentos ligeiros.

 
     
 

LUSA

 
     
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