Um acidente gravíssimo envolvendo dois mortos e dois feridos, ocorreu na Av da India em LISBOA, há dois dias.
Mais duas vítimas mortais em meio urbano, onde se registam cerca de 50% dos mortos em Portugal.
A que se deveu este acidente?…ao Fator Humano? Á infraestrutura? Ao efeito combinado dos dois fatores? A outros fatores que intervieram?… Não saberemos até que o caso deixe de estar em segredo de justiça e até que a análise do acidente esteja concluída. Levará muito tempo? Estamos certos de que sim. O tempo suficiente para que, no caso das conclusões virem a apontar deficiências da infraestrutura para além de outras, os condutores que, no entretanto, circularem naquela Avenida, continuarem durante esse período, sujeitos a riscos desnecessários.
Diga-se que, na nossa apreciação as condições de segurança da citada Avenida, deixam muito a desejar. Desde logo no que se refere à ausência, há anos, de sinalização horizontal, medida de engenharia básica, absolutamente indispensável e com a melhor relação custo-benefício para a segurança rodoviária, tratando-se ainda para mais duma Avenida com duas vias de tráfego em cada sentido!
Uma Avenida com duas vias de tráfego em cada sentido e sem um separador físico, exige necessariamente condições de segurança otimizadas.
Existem estes equipamentos na Av. da India. Não.!
Então o que há a fazer desde já, sem mais delongas, é mandar elaborar uma Inspeção de Segurança Rodoviária de acordo com as normas estabelecidas, para que se venham a conhecer, através de entidade independente, as condições, a nosso ver deploráveis que são oferecidas todos os dias aos condutores e, se tomem medidas imediatas para que o fator infraestrutura não possa ser variável explicativa total ou parcial de um outro qualquer acidente que venha a ocorrer.
Senhores dirigentes da Câmara Municipal de Lisboa, por favor, obriguem-se a tomar a iniciativa de tornar mais segura a cidade em matéria rodoviária e já agora, façam uma análise equivalente a outras “Avenidas” e vias estruturantes da cidade e verão que a falta de cuidado e de manutenção, é, manifestamente, há muitos anos uma regra e não uma exceção,
JSM 20 de Julho, 2026