AFESP 15 de Dezembro de 2017 DGERT - Entidade Formadora Certificada  
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VI Seminário AFESP

A AFESP, com o patrocínio da VOLVO e da BRISA, levou à VOLVO OCEAN RACE VILLAGE o seu VI SEMINÁRIO, com o lema "As estradas que os automóveis têm de ler", realizado no dia 2 de Novembro que assinalou os 15 anos da AFESP ao serviço da segurança rodoviária.

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Organizado pela AFESP este evento contou os parceiros Volvo e Brisa e teve o apoio institucional da Ordem dos Engenheiros, da European Road Federation e da European Transport Safety Council.

Com a duração de um dia, o encontro destinou-se a reunir uma vasta gama de intervenientes e de domínios do setor da engenharia rodoviária e da indústria automóvel, com o objetivo de promover o investimento na infra estrutura e na sinalização adequada a ser lida e interpretada pelos veículos automatizados e pelas tecnologias incorporadas.

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Este ano contámos com um programa bastante heterogéneo, unido por um caminho de ideias inovadores e por uma visão comum de tornar a infra estrutura rodoviária, na componente da sinalização, adequada a ser lida e interpretada por todos os utentes e por uma enorme diversidade de veículos.

A Engenharia Rodoviária, as Vias de Comunicação e Transportes e a componente da Sinalização saem reforçadas, num quadro que permite, já no próximo ano de 2018, desenvolver e otimizar várias parcerias de colaboração.

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O Seminário foi um sucesso, pelo local, pelas intervenções, pelas opiniões e comunicações, todas elas contribuindo positivamente para o enorme desafio de manter, conservar e adaptar o sistema rodoviário às novas tecnologias mas, sobretudo, alertar para a necessidade urgente de, no presente, intervir regularmente na sinalização, sobretudo em locais de maior nível de tráfego e sinistralidade.

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Ficam aqui os nossos agradecimentos:

  • À VOLVO por permitir que o programa previsto se realizasse com todos os meios e recursos à disposição, designadamente, logística, catering, brindes e backstage deste evento, integrado num acontecimento de dimensão mundial;
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  • À BRISA, como um dos maiores e mais competentes operadores de rede, por ter aceite prontamente o desafio e o apoio à organização do Seminário, com vista a uma alargada reflexão das melhores práticas europeias e à implementação de melhorias no sistema de sinalização;
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  • À ORDEM DOS ENGENHEIROS, à ERF e à ETSC, que acreditaram no desafio e na capacidade de levar novas reflexões ao sector rodoviário, confiantes que as contribuições e aprendizagens adquiridas nesta parceria se desejam preservar e tornar duradoira na criação de outros novos desafios, já para 2018;
  • Aos MODERADORES que, com a sua mestria e engenho, desenvolveram e facilitaram a comunicação entre todos os participantes, proporcionando a informação relevante que permitiu a quem assistiu terem uma noção precisa dos temas tratados, controlando de forma exemplar o andamento do debate de forma a serem abordados os aspetos mais importantes, mantendo sempre uma enorme intensidade na realização de perguntas, no lançamento de desejáveis controvérsias e nos resumos dos temas tratados e pontos de vista expostos.
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  • Aos ORADORES que participaram neste evento e que, com o seu conhecimento, academia e experiência, cativaram e envolveram toda a audiência;
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  • Aos PATROCINADORES que tanto nos apoiaram;
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  • A todos os CONGRESSISTAS, a quem deixamos a seguinte mensagem: Sem eles este evento não faria qualquer sentido e só com todos poderemos sinalizar as estradas de hoje e de amanhã;
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  • À Direção da AFESP, pelo apoio e dedicação;
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  • Às Associadas pela presença física e encorajamento em mais este desafio;
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  • Aos Colaboradores habituais, por darem o seu tempo e disponibilidade e contribuírem de forma indelével na organização do Seminário, sem os quais nada disto seria possível.
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Conclusões

Do Seminário AFESP resultaram as seguintes conclusões:

Mais do que uma aprofundada e exaustiva análise dos problemas que afetam a infraestrutura, as conclusões constituem um testemunho significativo das múltiplas questões suscitadas nas sessões de trabalho, intensamente participadas ao longo do dia.

Elas espelham, ainda, o princípio de uma reflexão alargada a toda a classe da engenharia rodoviária e constituem a prova de que o sector das infraestruturas encontrou um espaço de diálogo.

Neste evento não foi descurado, antes debatido, o estado atual da sinalização. Se os novos veículos dependerão no futuro da infraestrutura física e digital, esta é essencial no presente para os meios tradicionais de circulação, num País que está em contra círculo e onde aumentam o número de vítimas mortais em acidentes rodoviários. Motivo pelo qual um dos grandes objetivos do encontro foi o de sensibilizar para a necessidade imperiosa de investir na infraestrutura e na sinalização das estradas portuguesas, adequada a ser lida e interpretada pelos vários tipos de utilizadores, hoje pelos veículos tradicionais, amanhã pelos veículos e automatizados e tecnologias incorporadas.

Pressupostos

A sinalização não deve assumir um papel meramente secundário e deve assegurar a proteção dos utentes e veículos num sistema organizado.

A sinalização não deve continuar a ser secundária em relação aos restantes aspetos da intervenção da engenharia rodoviária.

O país não deve nem pode alhear-se do estado caótico da sinalização e do seu peso na sinistralidade.

Deve ser dada prioridade aos investimentos em sinalização sem perder de vista que o seu peso nos orçamentos é de baixo custo e a sua aplicação é rápida e com resultados imediatos.

Uma boa sinalização qualifica e enobrece os destinos a que se refere; aumenta o grau de reconhecimento e a imagem dum país, orienta no caminho e diminui a irritação dos que se perdem; contraria os efeitos negativos de eventuais más opções urbanísticas ou constrangimentos naturais; é a parcela mais económica e de mais rápido retorno na segurança rodoviária, sobretudo num País que tende a ser um dos principais destinos turísticos mundiais.

A sinalização precisa de ser assegurada na performance, na harmonização e estandardização, para padronizar dimensionamento e retrorreflexão.

A sinalização deve ser executada por empresas técnica e financeiramente sustentáveis, que garantam o cumprimento das especificações técnicas, dos regulamentos e da boa arte, com mecanismos de auto controle.

Das Comunicações e Debate Resultam as Seguintes Conclusões:

  • Necessidade urgente de uma atualização do plano rodoviário. Isto inclui a publicação da revisão do regulamento de sinalização de trânsito.
  • Urgência na implementação de medidas de conservação da rede rodoviária nacional e municipal e fortalecer a manutenção das performances mínimas.
  • Dotar as vias de adequada sinalização e fortalecer a manutenção das performances mínimas que devem ser preservadas a qualquer custo.
  • Criação efetiva, conhecedora e operante, de uma entidade reguladora e fiscalizadora da rede e dos sistemas de sinalização, reforçando mecanismos de sancionamento daquilo que é considerado má prática.
  • Os instrumentos de Planeamento Estratégico Rodoviário têm de ser completamente atualizados e ser dado competência e meios para uma entidade técnica pública ser capaz de interpretar e conhecer os princípios básicos do Plano Rodoviário Nacional.
  • Terá de ser definido, com base na legislação aplicável e nos documentos normativos nacionais IPQ, níveis de performance mínimos para a sinalização.
  • Devem ser definidas classes de desempenho de acordo com requisitos normativos, e as práticas correntes do setor para a sinalização vertical e estabelecer mínimos de performance das marcas rodoviárias em ambiente chuvoso, noturno e sem iluminação.

Reflexões Sobre o Estado da Sinalização Portuguesa no Decurso do Seminário:

  • Portugal está longe das melhores práticas de sinalização.
  • Existe um elevado e visível estado de incompetência técnica na execução das obras de sinalização, promotor das inseguras condições de circulação e, sobretudo, potencial gerador de um aumento gradual de acidentes, com eventual desfecho trágico que todos sabemos pode ser evitado quando controlado.
  • Há um aumento do número de turistas e residentes estrangeiros a circular em autoestradas, com uma maior consciência dos direitos e mecanismos legais para, em sede de acidentes rodoviários, acionar reclamações e pedidos de indemnização por danos materiais e pessoais consequentes da má infra estrutura.
  • A engenharia rodoviária, as ordens profissionais e o sector empresarial melhor qualificado têm sido afastados do centro da análise do problema e da procura de soluções.
  • O futuro coletivo, as vias de comunicação e as vidas que ali se perdem são demasiado importantes para que alguém possa ficar de fora nessa discussão.
  • Os veículos autónomos vêm lançar novos desafios no futuro mas é o presente que mais preocupa e exige a atenção do Estado português: temos algumas das melhores estradas da europa mas temos a pior sinalização.

Formação Certificada AFESP

Formação Certificada AFESP

Para 2018, a AFESP dará continuidade aos modelos formativos desenvolvidos em 2007 junto dos municípios, em regime de datas livres, estando a ser elaborados novos conteúdos formativos com agenda fixa, em breve disponíveis em www.afesp.pt. Algumas das novas formações terão como parceiro a Ordem dos Engenheiros e serão realizadas nas suas instalações, em Lisboa e noutras delegações.

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